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"Tranquilo e infalível como Bruce Lee"

Caetano Veloso

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Os melhores filmes de Bruce Lee
de volta aos cinemas! Veja aqui!

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O Festival Bruce Lee | 75 Anos continua!


Conheça o Festival Bruce Lee | 75 anos

Bruce Lee está de volta aos cinemas com seus filmes clássicos em cópias totalmente remasterizadas!

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História

O pequeno Jun-fan Lee (ou Lee Jun-fan, com o sobrenome na frente, como prefere o idioma inglês), nasceu em San Francisco, California, em 27 de novembro de 1940. Dragão, pelo horóscopo chinês, mas norte-americano pelas leis daquele país. A médica da maternidade, Dra. Mary Glover, sugere chamar o menino de Bruce. Seus pais, Hoi Chuen Lee e Grace Ho, que participavam de uma companhia de ópera cantonesa, faziam uma turnê pela América, onde ficaram durante cerca de um ano, antes de retornarem à sua terra natal, a região de Kowloon, em Hong Kong.

De volta a Hong Kong, a influência familiar foi decisiva na carreira de Bruce: o pai Hoi Chuen, além de um prestigiado cantor de ópera, também era ator de cinema, chegando a atuar em 11 longas, enquanto a mãe Grace vinha de uma rica e influente linhagem de empresários. Bruce, ainda criança, faz então cinco longas entre 1946 e 1951, assinando às vezes como Bruce Lee, às vezes como Lung Lee ou como Siu Hoi-Chuen Lee.

Não era uma época fácil para se viver em Hong Kong, que ficou sob o domínio do Japão de 1941 a 1945, e passou, logo após o final da Segunda Guerra, a ser possessão britânica. Havia muita tensão nas ruas e brigas entre gangues, nas quais Bruce era, por assim dizer, um “assíduo frequentador”.

Praticante de lutas marciais desde criança, ele treinava Tai Chi e Kung Fu, aprendeu Wing Chun com o prestigiado mestre Yip Man, e tinha grande facilidade de aprender novos golpes. Em 57 e 58 foi bicampeão de Boxe de Hong Kong. Ainda adolescente, começou a se dedicar também à dança, e aos 18 anos vence o maior campeonato de Cha-Cha-Cha do protetorado. (Leia mais)

Jeet Kune Do

Obsessivo e perfeccionista, Bruce desenvolveu métodos de ensino e treinamento dos mais completos, incluindo exercícios de força e aptidão muscular, resistência cardiovascular e flexibilidade e técnicas para aumentar a massa muscular, sem jamais deixar em segundo plano as preparações mental e espiritual. Seus treinos diários incluíam dezenas de séries de repetições de torções frontais e inclinadas, elevações de perna e pontapés em posição de rã.

Bruce considerava os estilos tradicionais de artes marciais rígidos e formalistas demais para serem usadas em situações de rua, e passou a desenvolver novas técnicas baseadas em praticidade, flexibilidade, rapidez e eficiência.

Nasce assim o Jeet Kune Do, ou o “caminho do punho interceptor”, que o próprio Bruce dizia ser um “estilo sem estilo”, uma liberação das abordagens formais. A nova luta foi demonstrada num embate entre Bruce Lee e Wong Jack Man, um lutador polêmico que era contra ensinar artes marciais a não orientais. Wong Jack foi derrotado em apenas três minutos. (Saiba mais)


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FILOSOFIA


  • Saber não é suficiente, é preciso aplicar. Querer não é suficiente, é preciso fazer

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • Não tema o fracasso. Fracassar não é crime; pensar pequeno é

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • Criticar e desanimar os outros é fácil. Mas conhecer a si próprio requer o tempo de uma vida

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • O sentido da vida é que ela foi feita para ser vivida. E não para ser negociada, conceitualizada e espremida dentro dos padrões dos sistemas

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • É como um dedo apontando para a Lua. Quem se concentrar no dedo vai perder toda a glória celeste

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • Não se pode forçar o momento. Mas se pode ser extraordinariamente vivo enquanto se caminha, sem condenar o caminho

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • Não é possível convidar o vento, mas é possível deixar a janela aberta

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living
  • O mundo está repleto de pessoas determinadas a ser alguém ou a causar problemas. Estas ambições não servem para o kung fu, que rejeita todas as formas de autoafirmação e competição

    Frases do livro Bruce Lee Striking Thoughts: Bruce Lee's Wisdom for Daily Living

Carreira Artística


LEE HOI CHUEN E BRUCE LEE

LEE HOI CHUEN E BRUCE LEE

Em 27 de maio de 1941, estreava nos Estados Unidos, sem nenhum alarde ou campanha promocional, um filme, no mínimo, inusitado: The Golden Girl, o sexto e último longa metragem da carreira da diretora chinesa Esther Eng. Rodado na cidade de San Francisco, The Golden Girl já seria curioso o suficiente pelo simples fato de ser uma produção norte-americana totalmente falada em cantonês, realizada e interpretada por técnicos e elenco sino-americanos.

Porém, algumas décadas depois, ele acabou ganhando uma inesperada importância histórica, entrando para os registros cinematográficos como sendo a estreia do ícone das artes marciais Bruce Lee. Ainda que Bruce tivesse menos de seis meses de vida ao “estrelá-lo”, vivendo, é claro, o “papel” de um bebê…

De volta a Hong Kong, Bruce, ainda criança, atuou em mais cinco longas entre 1946 e 1951, assinando às vezes como Bruce Lee, às vezes como Lung Lee ou como Siu Hoi-Chuen Lee. Dedica-se cada vez mais às artes marciais, aprende dança e, já adolescente, participa de mais 14 filmes entre 1953 e 57


Graças ao seu estilo inovador de praticar artes marciais, ele é convidado para fazer várias aparições e participações em importantes eventos de artes marciais. Foi num deles, o Long Beach International Karate Championship, que Bruce conheceu, em 1966, o cabeleireiro de Hollywood Jay Sebring, que por sua vez o apresentou ao produtor de TV William Dozier, que na época colhia os frutos do sucesso de seu seriado Batman (Batman), no ar desde janeiro daquele ano.

O show do Kato

Na esteira do Homem Morcego, Dozier preparava na ocasião um novo seriado baseado em personagem de histórias em quadrinhos – O Besouro Verde (The Green Hornet) – e percebeu em Bruce Lee o potencial necessário para interpretar o personagem Kato, ajudante do protagonista.

Foi na estreia de O Besouro Verde, em 9 de setembro de 1966, que Bruce surgiu pela primeira vez com a roupa e a máscara de Kato, uniforme que usaria na televisão norte-americana mais 28 vezes, sendo 25 em novos episódios do seriado, e mais três fazendo aparições especiais na série do “colega” Batman. Tais aparições tinham como objetivo levantar a audiência de O Besouro Verde, que acabou durando somente até 1967. Porém, apesar desta curta duração, a atuação de Bruce foi marcante o suficiente para expô-lo aos holofotes hollywodianos. Ele abre mais uma filial de sua academia, desta vez em Los Angeles, e passa a treinar astros como Steve McQueen e James Coburn, entre outros.

A partir daí, consegue obter mais alguns papéis pequenos em longas para cinema e seriados de TV – entre eles, Têmpera de Aço (Ironside) e E as Noivas Chegaram (Here Come the Brides) – mas nada de muito destaque. Em 69, fez uma rápida aparição no seu primeiro longa norte-americano – Detetive Marlowe em Ação (Marlowe) – onde interpretou um capanga contratado para intimidar o detetive particular Philip Marlowe (James Garner), destruindo seu escritório com chutes e socos.


E as Noivas Chegaram (Here Come the Brides)

Detetive Marlowe em Ação (Marlowe)


Em 71, assinando como Li Tsung, atuou em quatro episódios do seriado de TV Longstreet (Longstreet) como o instrutor de artes-marciais do protagonista Mike (James Franciscus). Sua carreira, porém, parecia jamais decolar: Bruce parece confinado por seu próprio biotipo e pela postura preconceituosa dos produtores de Hollywood, que só lhe oferecem papeis de criminosos chineses ou de treinadores de artes marciais.

Sua decepção com o mercado de entretenimento se torna ainda maior ao saber que a ideia para um seriado que ele havia proposto à Warner Television havia sido acintosamente copiada: Kung Fu (Kung Fu), a série estrelada por David Carradine que fez muito sucesso nos anos 70, teria sido totalmente concebida por Bruce e lhe roubada pela poderosa empresa.

Desapontado, retorna a Hong Kong em 1971, onde se surpreende com o enorme sucesso de O Besouro Verde, ali rebatizado como O Show de Kato. Nem o próprio Bruce Lee tinha a exata noção de sua popularidade na Ásia.

É então convidado pelo diretor e produtor Raymond Chow, da prestigiosa Golden Harvest, para finalmente ser protagonista de um filme: O Dragão Chinês (The Big Boss), baseado na história real de um herói nacional do século 19. Filmado em julho e agosto, e lançado em 3 de outubro daquele mesmo 1971, o filme rapidamente se torna a maior bilheteria da história do cinema de Hong Kong até o momento, alcançando não apenas o mercado asiático, como também chegando aos cinemas do Canadá, Inglaterra, Estados Unidos, Holanda, Turquia, Alemanha, Dinamarca, França e Itália, entre outros países.

Um sucesso deste porte não poderia ser ignorado. Imediatamente a Golden Harvest produz A Fúria do Dragão (Fist of Fury), que estreia em março de 72 e quebra todos os recordes de bilheteria estabelecidos por O Dragão Chinês. Instantaneamente alçado à condição de milionário, Bruce monta a sua própria produtora cinematográfica, a Concord Productions, em parceria com a própria Golden Harvest, e consegue lançar a toque de caixa mais um longa metragem naquele mesmo ano: O Voo do Dragão (The Way of the Dragon), agora com roteiro, coreografia das lutas e direção do próprio astro.

O filme chega aos cinemas em 1º de junho, trazendo no elenco a presença de um velho amigo que Bruce conhecera em 1964: o campeão de karatê Chuck Norris, com quem divide uma espetacular luta final no Coliseu de Roma. Novamente os resultados são retumbantes, com o faturamento das bilheterias superando em quase dez vezes os investimentos de produção.

Como não poderia deixar de ser, esta mina de ouro cinematográfica chamou a atenção de Hollywood. Ninguém menos que a poderosa Warner oferece a Bruce Lee um contrato de coprodução, onde Estados Unidos e Hong Kong uniriam suas forças para a produção de Operação Dragão, (Enter the Dragon), com estreia prevista para 1973.

E assim foi feito. Com o aporte da Warner, o filme recebe um orçamento estimado em US$ 850 mil (cerca de cinco vezes superior às produções anteriores) e ganha a estrutura da distribuição norte-americana. A estreia é agendada para 26 de julho em Hong Kong e 17 de agosto em Nova York.

Contudo, seis dias antes da estreia asiática, em 20 de julho de 1973, sente-se mal, tem um desmaio, é levado às pressas ao hospital onde morre repentinamente.

A junção entre a extrema popularidade do astro, sua pouca idade (32 anos) e as estranhas circunstâncias de sua morte provocou uma comoção mundial. A estreia de Operação Dragão acontece em clima de histeria popular, e a distribuição internacional do filme, morbidamente, ganha ainda mais força. Seja como Operação Dragão, Operación Dragón (Espanha e América Latina), O Kitrinos Praktor (Grécia), Long Zheng Hu Dou (China), Moeyo Doragon (Japão), Enter the Dragon (Estados Unidos) ou O Dragão Ataca (Portugal), o fato é que o filme fatura no mundo inteiro, apenas em sua estreia, espantosos US$ 90 milhões.

Espalha-se pelo planeta uma verdadeira febre pelas artes marciais e Bruce Lee vira mito. Robert Clouse, diretor de Operação Dragão, e Raymond Chow tentam terminar o interrompido O Jogo da Morte (Game of Death), mas encontram apenas 100 minutos de material filmado, grande parte dele composto por repetições de tomadas que não deram certo. Mesmo assim, montagens deste material acabaram originando os filmes O Jogo da Morte, de 1978, e O Jogo da Morte 2 (Game of Deah 2), de 1981, quase totalmente feito com dublês de Bruce Lee.


FILMOGRAFIA


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O Dragão Chinês

Misteriosos desaparecimentos perturbam a família do jovem Cheng (Bruce Lee), que mudou-se junto com seus primos para  trabalhar numa fábrica de gelo. Para resolver o caso, porém, o rapaz será obrigado a quebrar um juramento que fez à família: o de nunca mais se envolver em brigas.

Hong Kong, 1971
Título original: Tang Shan Da Xiong
Título internacional: The Big Boss
100 minutos
Direção e Roteiro: Wei Lo
Com Bruce Lee, Maria Yi, James Tien.

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A Fúria do Dragão

Ao voltar para sua antiga escola em Xangai, Chen Zhen (Bruce Lee) recebe a notícia do assassinato de seu velho e querido mestre. Investigando o crime, ele descobre que uma escola rival, envolvida com contrabando de drogas, está por trás do assassinato. Para vingar seu professor, Chen será obrigado a se confrontar com os mais habilidosos e letais campeões de artes marciais.

Hong Kong, 1972
Título original: Jing Wu Men
Título internacional: Fist of Fury
102 minutos.
Direção e Roteiro: Wei Lo
Com Bruce Lee, Nora Miao, James Tien, Robert Baker.

Bruce Lee Way of Dragon

O Vôo do Dragão

Quando Tang Lung (Bruce Lee) chega a Roma para trabalhar no restaurante de seus primos, ele logo percebe que uma organização criminosa está pressionando a família para que o local seja vendido. Tang decide então enfrentar os bandidos, que contratam o famoso lutador norte-americano de artes marciais Colt (Chuc Norris) para tentar derrotá-lo. A luta final, realizada no Coliseu, é um marco nos filmes do gênero. 

Hong Kong, 1972
Título original: Meng Long Guo Jiang
Título internacional: The Way of the Dragon
100 minutos
Direção e Roteiro: Bruce Lee
Com Bruce Lee, Chuck Norris, Nora Miao, Robert Wall.

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Jogo da Morte

Alguém está tentando matar Billy Lo (Bruce Lee), um famoso astro de filmes de artes marciais. Para descobrir quem deseja assassiná-lo, Billy forja sua própria morte, e agora planeja sua vingança.

Hong Kong/ EUA, 1978
Título original: Game of Death
Direção: Robert Clouse e Bruce Lee (não creditado).
Roteiro: Robert Clouse (assinando como Jan Spears)
Com Bruce Lee, Gig Young, Colleen Camp.
85 minutos





FOTOS